terça-feira, 17 de julho de 2007

Luzes, câmera, (chate)ação!

Recomeçou-se tudo de novo de outra vez againmente. Começou bem, com uma aula de apresentação da nova professora de Produção em Rádio e TV, junto com o protesto patético de alguns alunos de Jardim II que insistem em afirmar que são universitários e que culparam o desconhecimento das técnicas de roteiro ao professor do semestre anterior. Fora isso, a professora me deu um pouco de desesperança. Ela declarou ter respeito aos filmes cult, cabeçudos, alternativos e afins, mas deles não gosta. Não bastasse isso, ela declarou amar o cinema americano, hollywoodiano e comercial, “quando tem muita grana envolvida”, pelas palavras delas. É aí que o milho vira pamonha! Ela é o perfeito oposto de mim, já que gosto muito de filmes cabeçudos, cults, alternativos e afins (menos os franceses que das vezes que vi, não me deram nada mais que tédio) e não consigo me convencer a gostar de filmes hollywoodianos. Pra se ter uma idéia, não vi nenhum filme dos “Piratas do Caribe”, e só de ver aquelas imagens de imensidão, aquelas batalhas milionárias, ouvir aquele coral erudito forçado e ver aqueles efeitos especiais, eu já fico com o que os mineiros chamam de “gastura”. Aliás, eu odeio efeito especial! Quero ver um filme e pensar sobre ele ao invés de receber tudo mastigadinho, comido e regurgitado. Não sou ruminante!
Aprecio filmes com final em aberto, como o brasileiro “Caminho das Nuvens”, por exemplo. O final em aberto nos instiga a pensar sobre o que terá ocorrido aos personagens depois que o filme ganha seu ponto final. E o chileno “Machuca” então, em que até hoje fico meio pensando o que terá ocorrido ao menino Machuca, que dá nome ao filme, depois que os militares destroem a favela onde ele vivia. E o “Homem-Aranha”? Bom, esse aí eu parei nos vinte minutos do 1. O 2 e o 3 estão fora de cogitação.
Como é que eu vou ter convivência pacífica com essa professora, pensando totalmente diferente dela? Tendo uma visão cinematográfica, e porque não dizer, de mundo, diferente da dela? Só o futuro pode revelar... =P
Mudando um pouco – bem pouco – de assunto, uma coisa me deixou assustado no último fim de semana. Depois de mais de um ano sem ir a uma feira (“olha a banana, freguesa, banana fresquinha...”) eu finalmente fui à que fica no meu novo bairro, que nem é novo assim, quase um ano morando aqui... Fiquei pasmo com o que vi em algumas barraquinhas! Estavam vendendo DVDs piratas com 4 filmes em um só disco. 4 filmes num DVD só!! E pelo que eu constatei, vendia como água! R$ 5,00 cada. R$ 5,00!! 4 filmes que custaram milhões de dólares para ficarem prontos, pagantes de impostos, feitos com extremo zelo, sendo vendidos numa barraquinha a “cinco reáu”!!! É o prenúncio do apocalipse!!!!

We Don’t Know Eachother
“Knowing How”

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