sexta-feira, 27 de julho de 2007

Gostaram do meu Voki?

Ah, eu amei. Bem mais legal do que aquela minha versão de Simpsons que eu divulguei numa postagem anterior. Tô vendo tudo. Essa história de Voki vai virar moda, hein! Coqueluche! Além do mais, esse bonequinho do Voki que eu criei parece bem mais comigo do que a minha versão dos Simpsons. E ele fala! É só digitar o texto que ele fala! Tá certo que é com sotaque de Portugal. Tá legal também que é meio sem emoção. Mas, depois eu compro um microfone e gravo minha voz nele também, tá! Hehehehe!
Ah... e não esqueçam de ouvir tudo o que ele tem a dizer, e OBEDECÊ-LO!!!!

Fritjof & Familjen
“Lördag”

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Até, hein?

Alguém aí quer dividir comigo a frase "até onde pode chegar a hipocrisia!"?

Madonna
"Die Another Day"

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Indicado para maiores de 90 anos acompanhados dos pais

Essa história de classificação indicativa na televisão já está ficando engraçada. Desde que o Ministério das Comunicações começou a polemizar sobre os novos parâmetros de classificação, nós vemos uma mudança constante de mensagens, formatos, desenhinhos e as formas mais incômodas visualmente de se ver a idade indicada. A justificativa do Ministério é de que o antigo formato não era muito visível. Mas, que disparate! Eu conseguia ver muito bem aqueles dois numerozinhos no canto esquerdo do vídeo, e quem não conseguia ver, por favor, procurasse um oculista.
O papo é que agora existe um quadradinho padrão que deve ser usado por todas as emissoras (menos a MTV que já havia feito o dela), e embora eu tenha dito “quadradinho”, ele é bem maior que os numerozinhos que apareciam em 2005, por exemplo. As cores também são padronizadas: verde para livre (L), azul para 10 anos, amarelo para 12, laranja para 14, vermelho para 16 e preto para 18. Além do quadradinho, deve ser exibido um texto em letras garrafais dizendo “Esse programa não é recomendado para menores de XY anos”. Só não lê quem é analfabeto. Ah, e isso também é regra, as letras têm que ser imensas, quase entram na cara do artista/jornalista. Lembro que no início do ano, as emissoras exibiam o texto em tamanho médio, mas agora tem que ser grande mesmo, impactante. Desde janeiro que os formatos não param de mudar, já teve uma faixa azul de vidro no canto inferior, agora é uma faixa branca com letras pretas e aquelas moças chatíssimas da linguagem de sinais, metendo literalmente os dedos pelas mãos e fazendo caras e bocas.
Ah, pára ô! Cada dia colocam mais uma coisinha, mais uma exigência. O Ministério das Comunicações está parecendo mais uma criança cheia de vontades passageiras. Daqui a pouco, vão exigir que o artista/jornalista fale ele mesmo a classificação do que ele está apresentando. Já pensou que bizarro a Malu Mader parando a cena pela metade, e falando “Esse programa é indicado para todas as idades”?
Outra coisa que eu não entendi nesse novo modelo é essa classificação de 10 anos. Quem chegou à conclusão de que uma criança menor de dez anos não está assistindo televisão às 6h da tarde? Tá certo que eu já assistia os programas das 10h da noite bem antes de fazer 14 anos, e nisso eu até posso ser exceção, mas essa faixa dos dez anos é completamente fora da realidade. É patético imaginar que às 6h da tarde, os menores de 10 anos já estão “indo pra caminha”. Aliás, essa história de classificação já é patética. Sempre usei ela distorcidamente. Um programa onde apareça a mensagem “Não recomendado para menores de 16 anos” sempre me pareceu mais interessante do que um “Livre”, pois não sei se você já pararam para pensar, mas o livre na verdade é o mais preso, onde as partes envolvidas podem falar menos coisas e tem que respeitar muito os limites do chamado “bom senso”. Agora, os debates que passam lá pelas tantas da noite e tem o quadradinho laranja de “16” do lado esquerdo são bem mais interessantes, pois pode-se aprofundar sem medo sobre qualquer assunto.
Pelo sim ou pelo não, temos mais é que agradecer que a idéia de criar um censor prévio foi abandonada. Eu definitivamente não estou preparado para uma ditadura a essa altura do campeonato em 2007. Aqui não é a Venezuela e eu não estou preparado para me esgoelar pelas ruas e levar bala de borracha nos córnios!

Samael
“Angel’s Decay”

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Bonito, hein!

Eu posso até condenar o procedimento da mídia algumas vezes, mas nesse caso do avião que derrapou no aeroporto de Congonhas eu estou com ela e não abro. Já perceberam? Sempre que aparece um superintendente, um mestre de física, cachorro grande da aeronáutica ou coisa parecida, ele não tem a menor vergonha de pôr a culpa do ocorrido no piloto! Coisa linda!!! Quer dizer que o aeroporto está com problemas graves há muitos anos, com um acidente de derrapagem ocorrido um dia antes do da Tam e outros tantos como o da BRA, e do nada, o culpado é o piloto? Muito conveniente! Ele está morto, não pode dar as suas versões dos fatos. A mídia porém, faz o que é certo e mostra os defeitos que a pista tinha, enquanto hoje de manhã mesmo, tinha um poderosão dizendo que a única hipótese a se descartar é a de falha por falta de ranhuras (querem vilanizar o piloto!). Não vou deixar me enganar. Não se deixe enganar por fantochinhos do governo!

Nirvana
“The Man Who Sold The World”

terça-feira, 17 de julho de 2007

Luzes, câmera, (chate)ação!

Recomeçou-se tudo de novo de outra vez againmente. Começou bem, com uma aula de apresentação da nova professora de Produção em Rádio e TV, junto com o protesto patético de alguns alunos de Jardim II que insistem em afirmar que são universitários e que culparam o desconhecimento das técnicas de roteiro ao professor do semestre anterior. Fora isso, a professora me deu um pouco de desesperança. Ela declarou ter respeito aos filmes cult, cabeçudos, alternativos e afins, mas deles não gosta. Não bastasse isso, ela declarou amar o cinema americano, hollywoodiano e comercial, “quando tem muita grana envolvida”, pelas palavras delas. É aí que o milho vira pamonha! Ela é o perfeito oposto de mim, já que gosto muito de filmes cabeçudos, cults, alternativos e afins (menos os franceses que das vezes que vi, não me deram nada mais que tédio) e não consigo me convencer a gostar de filmes hollywoodianos. Pra se ter uma idéia, não vi nenhum filme dos “Piratas do Caribe”, e só de ver aquelas imagens de imensidão, aquelas batalhas milionárias, ouvir aquele coral erudito forçado e ver aqueles efeitos especiais, eu já fico com o que os mineiros chamam de “gastura”. Aliás, eu odeio efeito especial! Quero ver um filme e pensar sobre ele ao invés de receber tudo mastigadinho, comido e regurgitado. Não sou ruminante!
Aprecio filmes com final em aberto, como o brasileiro “Caminho das Nuvens”, por exemplo. O final em aberto nos instiga a pensar sobre o que terá ocorrido aos personagens depois que o filme ganha seu ponto final. E o chileno “Machuca” então, em que até hoje fico meio pensando o que terá ocorrido ao menino Machuca, que dá nome ao filme, depois que os militares destroem a favela onde ele vivia. E o “Homem-Aranha”? Bom, esse aí eu parei nos vinte minutos do 1. O 2 e o 3 estão fora de cogitação.
Como é que eu vou ter convivência pacífica com essa professora, pensando totalmente diferente dela? Tendo uma visão cinematográfica, e porque não dizer, de mundo, diferente da dela? Só o futuro pode revelar... =P
Mudando um pouco – bem pouco – de assunto, uma coisa me deixou assustado no último fim de semana. Depois de mais de um ano sem ir a uma feira (“olha a banana, freguesa, banana fresquinha...”) eu finalmente fui à que fica no meu novo bairro, que nem é novo assim, quase um ano morando aqui... Fiquei pasmo com o que vi em algumas barraquinhas! Estavam vendendo DVDs piratas com 4 filmes em um só disco. 4 filmes num DVD só!! E pelo que eu constatei, vendia como água! R$ 5,00 cada. R$ 5,00!! 4 filmes que custaram milhões de dólares para ficarem prontos, pagantes de impostos, feitos com extremo zelo, sendo vendidos numa barraquinha a “cinco reáu”!!! É o prenúncio do apocalipse!!!!

We Don’t Know Eachother
“Knowing How”

sábado, 14 de julho de 2007

“As coisa que tem menas importância...”

O idioma não é um ramo estático da linguagem. Também não está pronto, definido, como muitos professores e comunicólogos insistem em declarar. A fala de um povo vive em constante mutação, do mesmo jeito que a tecnologia ou os costumes, não é a toa que nos referimos ao idioma falado em Portugal nos séculos XIII, XIV, XV de português arcaico. E é esse fenômeno incontrolável que faz, independentemente da vontade dos estudiosos da língua, que a gíria ou a palavra pronunciada erroneamente de hoje, se transformem em vocábulos oficiais amanhã.
E é isso também, que pode explicar – provavelmente – o porquê de pronunciarmos “múinto”, ao invés de pronunciarmos do jeito que se escreve: “muito”. Vamos convir que isso não é normal! É um fenômeno sobrecomum! Não existe acentuação, hifenização nem nada que dê uma explicação ortográfica convincente sobre esse fonema aí escondido. Eu, porém, tenho uma teoria:
Se pensarmos que o português nasceu da pronúncia errada do latim (começou bem, hein!), na época do domínio dos Romanos sobre o Mar Mediterrâneo e que, sendo assim, Portugal fica mais longe de Roma do que a Espanha, logo dá para supor que o “muito” português é inspirado no “muy” dos espanhóis e no “mui” dos galegos. Sendo assim, o –to nada mais é do que um sufixo adicionado pela rebeldia portucalense. Agora você: tenta pronunciar a palavra “muito”, meu filho, mas sem o “n” invisível, finja que tem um acento no “u”. Sentiu a dificuldade?
Se pensarmos que durante muito tempo os idiomas não eram regulamentados, ou seja, falava-se, escrevia-se, mas os novos textos eram tão-somente baseados nos textos que vieram antes, e que existiu uma época em que eles começaram a se organizar, talvez dê para concluir que na hora de regulamentar, instituiu-se a palavra “muito” (sem “n”, com o “i” de herança dos galegos, e com o “-to” de rebeldia), e quando ela chegou no povão, o mesmo não conseguia pronunciar sem criar um “n” imaginário! Como a burguesia era (e ainda é até hoje) bastante intolerante com as classes mais baixas, simplesmente devem ter se recusado a falar daquela maneira ou modificar a palavra, devendo então eles serem os únicos manés e panacas a se contorcer para falar múúúito. Como nada é pra sempre, o “muinto” sobreviveu por séculos, até mesmo com seu “n” renegado!
Mas isso tudo são apenas teorias. Só que elas podem servir para prever outros fenômenos, como a palavra “menas”, por exemplo. Tem pessoas que não conseguem sintetizar que são menos batatas, menos nuvens, menos saudade. Para elas, o “menos” segue o substantivo em questão, e se este for feminino, ele vira “menas”. É errado? É... mas não tenha dúvidas que esse e outros grandes vícios de linguagem, um dia poderão se transformar em palavras oficiais. Se até “tchan” já entrou no dicionário de Língua Portuguesa! Ou será “Língua Brasileira”? Ah, isso já é uma outra história!!!

Marilyn Manson
“Disposable Teens”

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Bebeu água? Tá com sede? Bebeu mais água? Bebe, bebe, bebe... Levanta, bebe, volta por lugar, levanta, bebe... mas que sede é essa???

Alguém aí quer dividir comigo a frase: “Se afoga que eu te salvo”?

Dante Kinnunen
“TV (Maybe)”

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Argüindo a supressão cultural em razão de sua vida vazia... EU DESAPROVO!

Índios praticando a “Dança do Bate Pau” de bermudas. Dando entrevista em documentário. Com televisão em suas ocas, com liquidificador, panelas de alumínio, ventiladores, aparelhos de som, até mesmo computador e telefone. E, ainda de bermudas, atiram suas toras de madeira no chão, em seu torneio indígena secular e tradicional. Mas será que é isso mesmo que eles querem? Não podemos ter essa certeza, mas essa é a cruzada em que lutam muitos antropólogos Brasil afora (vou fingir que essa patota não faz isso almejando uma teta na UnB). Segundo eles, é preciso preservar! O índio tem sua cultura própria e, ao usar qualquer coisinha mais européia do que o normal, fica caracterizada uma verdadeira afronta, um desastre cultural. Falando mais drasticamente, um desrespeito humano.
Mas eu nunca vi ninguém perguntar a um índio se ele gosta de um ventilador, de um sorvetinho, de um liquidificador (rapá, mas facilita a vida, hein! O pilão já era!). Parece que eles não podem gostar dessas coisas da cultura caucasiana. Eles não podem, nem mesmo ser incentivados a gostar. Parece o fim do mundo. É uma praga dos tentáculos opressores da globalização – diriam os mais marxistas. Mas eu, do alto de minha ignorância pergunto: “Que mal tem?”. E se o indiozinho pré-adolescente não quiser mais aprender a “Dança do Bate Pau”, porque toda a sociedade além-tribo deve ser culpada?
Tudo passa mesmo! O tempo destrói coisas, monumentos, costumes, culturas. Às vezes para pôr outras em seu lugar e às vezes não. As culturas são suprimidas desde que o mundo é mundo e, porque condenar agora? Lemos os livros de história e ficamos com a impressão de que só o passado é história, mas falta à sociedade que se veja que a história é agora. O presente também é história.
Vi na televisão uma bodega na Espanha, onde se fabrica o vinho Jerez, e o tiozinho falou que os jovens de hoje já não se interessam mais por barris de madeira (essenciais na produção do vinho). Aqui no Brasil, já existem pessoas aborrecidas com o fim dos fotógrafos lambe-lambe, na maioria das vezes maiores de 60 anos, que se queixam que os jovens não se interessam pela profissão. Mas porque os jovens teriam que se interessar? Porque se condena tanto o jovem que joga seu joguinho de computador e se tenta convencê-lo de que um pião de madeira é mais interessante? Aonde isso vai chegar? Ao nada! Rejeitar a supressão cultural só vai retardar o processo, que é inevitável, irreversível e não é esse bandido mercenário a qual tentam nos convencer.
Porque os antropólogos indianistas não usam como exemplo o Egito? Eles foram sendo dominados pelos árabes muçulmanos desde o século VII e perderam completamente sua cultura original, tornando-se eles próprios um povo árabe. Tá bom que alguns egípcios ainda falam berbere ao invés de árabe, mas nada sobrou da Antigüidade a não ser ruínas de uma civilização que nem parece que são eles mesmos. Isso sem falar dos latinos (da região do Lácio) que perderam o idioma, que deu origem a pelo menos outros dez. Os cretenses que se transformaram em gregos às pressas, os povos dominados por Gengis Khan e tantas outras vezes em que houve supressão cultural na história da humanidade, e ninguém está vivo até hoje para reclamar, lamentar, choramingar... morreram, levaram a cultura junto com eles, novas culturas ficaram no lugar, e as pessoas seguiram suas vidas, algumas felizes, outras nem tanto, mas vivendo ativamente o processo de desenvolvimento da humanidade.
E por mim ó, podem abrir uma danceteria na tribo que, se os índios gostarem, eu não vejo o menor problema!! To-toma-toma-toma!!!!

Juan Luís Guerra & 4.40
“Palomita Blanca”

segunda-feira, 9 de julho de 2007

...hmmmmm...

Esse aí sou eu versão “The Simpsons”. O site do novo filme deles tem um joguinho muito legal em que a pessoa cria seu próprio personagem ao estilo dos moradores de Springfield. Eu tentei fazer um que parecesse comigo e tentei ser o mais fiel possível às minhas características físicas. Tá que não consegui muito, mas deu isso aí... hehehe... Tente também!
The Beatles
“Get Back”

domingo, 8 de julho de 2007

Voyeur: a cerveja que desce iludindo!

Um dia desses eu comecei a analisar as propagandas de cerveja. Cheguei à conclusão que todas usam de uma espécie absurda de voyeurismo que se combina com a realização de um sonho impossível. Na maioria das propagandas, os protagonistas são homens desconhecidos e feios. Tá que usavam Fábio Assunção e Marcos Palmeira antigamente, mas era só para incentivar as mulheres a beber cerveja, agora que elas já estão devida e suficientemente “incentivadas”, a cerveja brasileira voltou a ter os homens como alvo. Nos filmes publicitários, esses homens feios realizam o sonho de ficarem ao lado de mulheres lindas. Acontece que, na vida real, jamais uma mulher bonita daquele jeito irá se interessar por você, meu caro colega, se você for feio e pobre – feio e rico até vai, bonito e pobre também, mas as duas coisas é impossível.
E é justamente esse desejo distante e impossível que essas propagandas tentam realizar. Aonde que uma daquelas mulheres que saem do caminhão de cerveja vai se interessar por aquele feioso que protagoniza o comercial da Sol? Ainda mais se o cara for bebum!!! E aquela do “mulher de amigo meu pra mim é homem”, só apareceria ao lado daquele mané se ele fosse rico, porque Deus não foi generoso quando concedeu-lhe a face.


Therion
“The Crowning Of Atlantis”